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Debora Maximo diz Seguimos julgando, como se fôssemos perfeitos

Publicada em 14/06/25 às 06:10h - 45 visualizações

Simone Frota


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Debora Maximo diz Seguimos julgando, como se fôssemos perfeitos
Sabe quando nos deparamos com algo que não entendemos e, na hora, já vem aquele pensamento: "Que coisa estranha!" Pois é… Isso tem acontecido muito agora, com a intensa discussão nas redes sobre as mães de bebês reborn. Observando essa situação, o que realmente me chama atenção não é o bebê reborn em si e, sim, o quanto julgamos o que é diferente da gente. Nosso cérebro faz isso automaticamente, é um mecanismo de proteção.

Julgar é uma forma rápida de entender o mundo, de nos sentirmos seguros. Só que, muitas vezes, esse julgamento vira uma arma. A gente não entende, não se identifica, e logo parte para a crítica, para a piada, para a comparação. E esquecemos que cada um lida com a vida de um jeito. O que para mim parece estranho, para o outro pode ser uma fonte de acolhimento, de alívio, de afeto. No fundo, cada um carrega suas questões. E a gente segue julgando como se fosse perfeito, como se não tivéssemos também os nossos jeitos, alguns bem peculiares de dar conta da vida.

E aí fico pensando… Claro que não é a mesma coisa que colecionar um objeto. Porque quem coleciona carros antigos, câmeras, quadros, cuida do objeto do jeito que ele é, sem projetar vida ali. Mas, se a gente for honesto, também é uma forma de preencher algo. Tem gente que se apega ao passado, à memória, à estética, à sensação de pertencimento a um grupo. E tudo isso é absolutamente aceito. Ninguém questiona quem cuida de um carro que não anda, de uma câmera que não funciona, ou de uma peça que só fica exposta na estante. Mas e quando alguém encontra esse aconchego num bebê que simboliza vida, que representa um vínculo, e que para quem está de fora parece estranho, vira motivo de piada, de julgamento? Por quê? Porque toca em um lugar que talvez a gente prefira não olhar: o lugar do afeto, do cuida do, da ausência, da dor, da falta.

No fundo, cada um encontra suas formas de se sentir bem, de se acolher, de dar conta da própria história. E seguimos julgando como se fôssemos perfeitos, como se não tivéssemos também os nossos vazios, só que preenchidos de formas mais "aceitas socialmente".


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